segunda-feira, maio 22, 2006

Jamáica abaixo de zero e sensibilidade acima do imaginável




Sábado a noite: jantar, vinhozinho, me arrumando pra sair com o namorido, assistindo tv descomprometidamente... ai , ai... lá vai o namorido arrumar a louça do jantar! Bem, estou sozinha com a tv e, finalmente, posso assistir alguma coisa que não seja: jogos do Play off a NBA, replay de jogos do Play off da NBA, jornal esportivo comentando os jogos do Play off da NBA e previsões para os próximos jogos do Play off da NBA. A emocão foi tanta, que em vez de ir direto para os canais seguros, onde eu sei que vou encontrar algo descente, eu resolvi ousar! Coloquei no canal 01 e, pacientimente, fui subindo, dividida pela dúvida de que se seria melhor achar algo bom,ou não, uma vez que eu estaria, dali a pouco, de saída. Quando a preguiça já estava dominando meu ser, eu avistei a luz, ou melhor eu ouvi o som!
Era aquele maravilhoso som que exerce sobre mim quase o mesmo poder que João Gilberto desmacarando a falsa baiana: Buena Vista Social Club!
Não pensei que fosse ver um documentário sobre essa maravilha CUBANA assim, de bobeira na tv por aqui! Tentei persuadir o namorido a assistir, mas como o documentário em nem um momento se referia aos jogos do Play off da NBA, já viu! Eu peguei o filme no fim por isso, em pouco tempo estava eu vendo os olhinhos cheios de água de Ebraim Ferrer sob as salvas de palmas depois de seu show em NYC. Eu me remoia de raiva e remorsos ao me lembrar que tinha perdido a chance de vê-lo ao vivo no Canecão, no Rio, por causa de 80 reais! Bem feito pra mim! Menos de um ano depois ele morreu, e agora, eu vou inferno sem ter visto o Ebraim Ferrer ao vivo! Voltando ao filme... a cara dele no fim do documentário dá uma vontade de chorar... mas eu, além de burra ( por que não fui no show dele) , sou carne de pescoço, e difícil de chorar em filme, por isso engoli o choro e fui terminar de me arrumar. Coloquei meu CD Buena vista social Club e fui passar a massa corrida na cara!
Terminei de me arrumar e, assutadoramente, me vi pronta antes da hora! ?Como assim? Eu? Sempre acostumada com o namorido torrando a paciêcia, por que eu tô atrasada, me vi na obrigação de sentar de novo em frente a tv.
Desta vez, o namorido estava no sofá e, por esse motivo, a gente sabe o que estava passando na tv: alguma coisa sobre os jogos do Play off da NBA! Entendendo que assitir mais de 3 jogos de basquete por semana, já era uma grande prova de amor, ele resolveu mudar de canal. Onde ele parou ? Num filme:Jamáica abaixo de zero!
Por coincidência, esse também estava quase no fim. Estamos nós assistindo a história do primeiro time de trenó da Jamáica que vai participar das olimpíadas de inverno: o time está com bom tempo, vai com tudo, todo mundo animadíssimo, quando o trenó quebra e eles sofrem um puta assidente. Preocupação geral, pois em fim, os carinhas engraçados da Jamáica podiam ter se lascado! Mas não, eles se levantam , e não é só isso, eles resolvem carregar o trenó nas costas até a linha de chegada a fim de completar a corrida. Enquanto carregam o carrinho, a platéia aplaude emocionada. É ai que um carrinha bronzeado, no meio da neve, abre uma jaqueta revelando uma camiseta dizendo:" time de trenó da Jamáica"!
Nesse ponto do filme o namorido balboceia:" Você sabia que isso aconteceu de verdade?" Eu respondi que eu sabia, claro! Quando olhei pro namorido, me lembrei o Ebraim Ferrer! Pois o namorido não se encontrava com os olhos cheios de lágrimas, assitindo Jamáica abaixo de zero?!!!!!!! Eu quase tive um espasmo! Eu dei uma gargalhada que fez com que as lágrimas, que a esse ponto ainda se retinham aos olhos dele, se derramacem pelo seu rosto. Eu perguntei: " Você tá chorando por causa de Jamáica abaixo de zero?" e ele respondei totalmente invergonhado: "Você não acha triste?", eu tive que pedir desculpa pela indelicadeza e cair na guargalhada!
Eu engulino o choro ao som de Buena Vista Social Club e meu namorido de desfazendo em lágrimas ao som da Jamáica!

quinta-feira, maio 11, 2006

Do aniversário em Miami e da tentativa frustrada de voltar a comer peixe após alguns aninhos como vegetabureba!

Todos nós sabemos que um mês antes de nosso "cumpre anos", nós, seres humanos, passamos por nosso inferno astral ( se minha amiga T, de BH, está lendo isso, ela tá rindo de mim, por que sabe que eu não acredito nessas coisas, mas tudo bem...). Comigo não foi diferente, Por esse motivo, eu já digo logo que foi por causa do dito inferninho, que eu estou em falta com meu blog, detesto escrever mal-humorada.
Dentre outras coisas que aconteceram no meu inferno, eu tive uma briga seríssima com o namorido, que quase passa a categoria de ex-namorido. Como eu não sou lá muito original, depois da tempestade tratei de curtir a bonança: o namorido me deu de presente de aniversário, um fim de semana com ele em Miami em um resort, fedendo de chic!
O namorido me deu essa viajem por três motivos. Primeiro, por que ele adora praia. Segundo : pra se retratar da briga. Terceiro: pra afastar da minha cabeça o pensamento de que eu iria deixar a categoria etária de vinte e poucos pra entrar na de quase trinta. Existe também uma quarta razão: depois de longo inverno em NYC eu já estava embolorando, e eu acho que ele não queria uma namorada mofada!
Pois sim, vou-me pra Miami. Saio daqui na sexta de tarde enquanto o namorido saia de Dallas, onde esta trabalhando a mais de dois meses, pra nos encontrar-mos na terra prometida das palmeira! Depois de algumas horinhas de vôo estou eu sendo apanhada de carro alugado, no aeroporto.



Chego no hotel e putz!!!!!!!!!!!! Que lugar enorme!!!!!!!Caraca, eu quero fazer 25 anos todo dia, posso?
Não muita coisa ocupava o dia mais do que piscina, praia, cerveja na beira da piscina, batida de morango na beira da piscina,e por ai vai.
Que coisa boa praia nos Estados Unidos, eu me senti muito bem! Primeiro por que eu tinha que me preocupar em ser a mais branquela de todos na piscina; segundo, nem a mais gorda!
Nesse cenário maravilhoso, eu resolvi finalmente por em prática um plano não tão velho.
Já faziam uns bons meses que eu andava as voltas com meus pensamentos vegetarianos ( acho que fazem mais ou menos uns três anos que eu não como carne). Andava pensando que, pelo fato que não esta tento muito tempo pra cozinhar, eu estaria passando por uma certa carêcia de proteína, por isso a possibilidade de voltar a comer frutos do mar , vinha sendo figurinha carimbada em minhas conversar com o namorido.

"Como assim? Comer o Sebastião?"

O namorido sugueriu uma coisa que não tivesse muito gosto de carne: crab! "O que é crab , mesmo?" eu pergunto confusa. Ele responde:"Sebastian!" Ah! Tudo que eu precisava, alguém se referindo a minha furura refeição como um dos personagens do meu desenho animado preferido de quando eu era crinça! Agora, lá estava eu pensando se eu iria ou não ter coragem de comer o "Sebastião", amigo da "Ariel", a pequena seria!
Vamos pra este restaurante de frutos do mar tentando pensar em qualquer coisa que não fosse o Sebastião.Chego lea e pesso eu "crab"! Sabe aquela luta que existe pra achar uma carninha com um pouquinho mais de sustância em um carangueijo? Isso não existe aqui! Essa coisa de lutar pela sua comida , é definitivamente coisa de terceiro mundo! O garçon coloca essa cestinha com " patinhas" de carangueijo na minha frente e um riso compulsivo toma conta de mim: as patinhas de carangueijo era mais ou mesno do comprimento do meu antebraço. A parte fina da pata, que no Brasil a gente chupa, por que nem vale a pena quebrar, aqui, dava pra enfiar o garfo dentro pra tirar a carne. Sei que todos os comedores de carangueijo estão lambendo os beiços, mas eu, diante daquilo tudo fui acometida de um estado que é até difícil de descrever. Eu comia e falava. Comia sem parar, por que se parasse sabia que não ia voltar a comer, e falava que era pra me destrair do fato que eu estava estraçalhando uma patinha de um bicho morto pra comer a gosma de dentro dele! Arg!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Foi a coisa que passou pela minha cabeca quando eu terminei meu prato, ou melhor, minha cesta.
"Que nojo!" e "Tomara que eu não passe mal!" foram os pensamento seguintes. Eu não passei mal, mas não me imaginava comendo carangueijo nunca mais na minha vida depois dessa! Ai eu pensei: vou ouvir conselho de devorador de churrasco! Vai ser burra assim no quinto dos infernos! Vou tentar comer salmão, motivos: foi a última carne que eu desenti de comer, faz um bem danado a saúde ( e isso tudo é sobre saúde, por que comer carne não é de longe algo de que eu sinto saudades)e por último, nenhum ídolo da minha infância tem cara de salmão!
Segunda oportnidade pra todos os anos de evolução da raça humana( aquela baboseira de tanto tempo pra chegar no topo da cadeia, bla, bla, bla...) falarem mais alto do que minha racionalidade que me diz:" Arg! Comer bicho morto é nojento!" Lá vou eu comer em um maravilhoso restaurante caribenho, na noite que antercedia meu aniversário, pra comemorar um quatro de século de existência!
Vinho: Pinot Noir, que eu posso até comer peixe, mas dai a ter que beber vinho branco, também já é de mais!
Prato pricincipal: salmão grelhado com legumes e molho de manga.
Sobremesa: creme brullé com morangos ( o namorido me chamou de Amelie, quando eu pedi isso)
Não posso reclamar do jantar, eu não estava enganada, o salmão realmente é minha carne. Comi se remorços de estar comendo um amiguinho do fundo do mar. Mas...ops, o que é isso?


Coisa esquisita! Que é isso no meu ombro?

Quando eu chego no hotel, meu pescoço e peito vermelhos como pimentão e completamente empipocados! Como assim? Eu não posso ser alérgica a salmão! Eu comia salmão 3 vezes por semana quando eu comia comida japonesa! Pensei que devia ser efeito retardado co carangueijo, do dia anterio! Oras! Carangueijo, sim , todo mundo sabe que é comida complicada, mas salmão! Não, salmão é a grande descoberta da ciência , cheio de bons óleos e antioxidantes...Resolvi almoçar salmão , no outro dia pra tirar a prova, ou eu ficava na mesma , eu empelotava de vez. E me passei de novo pro salmnao gralhado com legumes, dessa vez em outro restaurante! Muito bonito! Agora além do pescoço e do peito estavam empelotados meus bracos e minha barriga!
Esse foi o último dia em Miami, e eu voltei pra NYC na tarde da segunda feira e a noite quando eu cheguei em casa, a alergia já tinha atingido as minhas costas e rosto.
Foi quando que eu me vi em casa, sozinha, por que o namorido tinha voltado pra Dallas, empelotada, coceirenta e com "quase trinta anos", na noite do meu aniversário, que eu pensei: " Ai meu Deus, será que amanhã já conta como o fim do inferninho?"

terça-feira, abril 11, 2006

São, realmente, todas a maçãs iguais Rauzito?

Adriana na capa da GQ!

Esse é um tema sobre o qual eu quero esvrever a um tempo, mas sempre aparece algo mais interessante sobre o que falar e ele acaba ficando de lado.
O Ciúme
Eu sempre me conciderei desprovida deste peste, até o dia que eu entendi como o meu ciúme realmente funciona!
Ah!!!!! Feliz é a ignorância. Muito melhor achar que não se tem ciúmes! Eu não sou solteira desde os 14 anos de idade, tirando um mês que eu me considerei verdadeiramente solteira! Levando isso em conta, eu estou namorando enrolada ou chamuscada a dez anos! ( Ai não posso esquecer meu antirugas pra noite, o do dia eu nunca esqueço, mas o noturno tem cinco vezes mais agentes antienvelhecimento....)
Durante esses dez anos eu acreditei fielmente que eu não era ciumenta. Minha filosofia era:
"Ame-me ou deixe-me!"
"Obre ou deixe o arbusto"
"Meu filho, se resolva, por que a fila tem que andar!"
Dentre outras....
O ponto é que eu sempre deixei claro para o meu com sorte que ele teria bensão e boa sorte se decidice me largar, mas que fosse resolvido! Por isso eu nunca perdi noites de sono pensando no que moleque andava fazendo por ai. Não dava motivo pra ninguém ficar comigo, se essa não fosse a sua vontade.
Depois de um tempo, eu descobri, que eu mesma, não era a mais fiel das criaturas. A diversidade de expécimes era algo mais fascinante do que a monogamia. Sendo assim, como quereria eu que a cara metade não agisse conferme meu próprio instinto? Não me enciumava mesmo! Depois de um tempo isso me deprimiu , pensava se essa coisa de achar alguém que te bloquei de querer outra pessoa era mito.
Isso só se resolveu quando eu conheci o namorido. Eu conheci, mudei pra NYC, casei e agora eu me vejo uma pessoa diferente... eu explico!
Cena comum no meu dia a dia de garçonete
Entra no café um deus grego, um dos, não poucos, homens estontiantes que perambulam por essa cidade. Sento o infeliz e, enquanto ele fala o que vai querer comer, eu estou muito destraida pensando em como se pode reurir tanta beleza em um só corpo. Volto pro balcão e compartilho com a garçonete da vez o achado. Sirvo o rapaz, mas em nem um minuto da minha vida eu penso que eu gostaria de usufruir de tudo aquilo!
Se isso acontecesse em data pré- namorido eu estaria minunciosamente posando no meu melhor ânglo, fazendo caras e bocas e, se por desgraça do destino, aquele deus cruzasse minha vida enquanto eu namorasse alguém , eu ia estar rezando pra o epata-janta estar me traindo ou fazendo algo odioso que me possibilitasse uma rápida e fácil desvinculação do mesmo.
Pois bem, eu expliquei como eu achava que eu não era ciumenta. Agora, eu tenho que explicar a descoberta da verdade.
Sabe conversa de namorado de primeiro mês? Ai, tem você acha que é a mulher mais linda do mundo? Meu namorido respondeu que ele gostava de dois tipos de beleza , tipo "Natalie Portman": totalmente aceitável! Tipo bonitinha, meio cabeça, faz só filme legal, ele já tinha comentado que eu lembrava ela... "E o segundo?" "Adriana Lima". Quem? "Adriana Lima" " A ex do Lenny Kravitz?" " É"... ... ... deixa eu ver... morena , alta , magrela, olho verde, síbolo sexual, garota Vitoria`s Secret? O que alguém que sonha com a Adriana Lima quer me namorando? E pronto, tudo perdido! Descobri o meu ciúme!
Não tenho ciúmes se ele sai sozinho, se bebe todas quando eu não tó por perto, mas saber que ele acha que a Adriana lima é a mulher mais bonita do mundo acaba comigo. Você agora deve tá pensando:" Vai ficar se preocupando com a foto da Adriana no lap top dele que uma louca agarra ele um dia de bebedeira sozinho no mundo!" E eu respondo pra você e pra mim mesma, que é Adriana Lima é meu pior pesadelo!
Essa descoberta me fez pensar em por que eu funciono assim! Descobri que eu sou maluca! Eu não tenho ciúmes, eu tenho é despeito! Eu não tô nem ai pra garota que tentou aguarrar ele no Haloween, mas eu quero ver a caveira da Adriana, com aquele olho de meio farol verde! Eu descobri, que eu não quero que ele queira o que não sou eu! Natalie Potrman, tudo bem, meu estilo, mas Adriana não meu filho! Aquela ali e eu, não convergimos nem no branco do olho!
Que descoberta horrorosa! Depois dez anos achando que eu não era ciumenta, lá estava eu fazendo piadinha toda vez que a propaganda da Vitoria`s secret passava.
O namorido, como um bom metrossexual novairquino, assina duas revistas masculinas. Explicando pros brasileiros, quando eu digo revista masculina, eu não me refiro a playboy, é tipo uma Nova, Marie Clarie, só que pra homem, uma se chama se Detalies e a outra, a mais chamosa entre os homens novaiorquinos, GQ magazine.
Como o namorido ta em Dallas, eu olho a caixa de correio todos os dias, e lá estava GQ magazine, com a perebenta na capa: Adriana Lima, a sex super top model brasileira, é virgem! Subi as poucas escadas que levam ou meu apartamento rasgando o plástico, envenenada pela emoção de ler a derrubada de um ídolo. Você pode tá meio confuso agora! Explico: A "meio-farol" é o símbolo sexual do rapaz, se de uma hora pra outra ele se mostra uma carola, ela automaticamente perde a graça, ou pelo ao menos parte dela.
Abri a resvista e tive que passar por por páginas e página de Adriana Lima até chegar na reportagem de fato, que só tinha uma página! Coisa esquisita! Fui ler... o repórter perguntou lá pelo meio da conversa se ele era católica. Ela disse que sim. Ele perguntou o que ela achava da postura da ingraja católica diantes alguns assuntos. Ela respondeu que apoiava a sua ingreja em tudo e que concordava como todas as suas posições. Um pequeno sorriso de canto de lábio inevitavelmente iluminou no meu semblante, continuei a leitura. O repórter perguntou se mesmo quanto ao uso de preservativos e contraseptivos ela apoiava sua igreja, ela respondeu que, pra ela, sexo era depois do casamento. Sorriso singelo subistituido por um engole orelha sabe? Ainda na entrevista, o pobre repórter perplexo, pergunta se ela é virgem, ela diz que claro que sim, uma vez que não é casada. Quando o entrevistador tentou se aprofundar no assunto, a moça se enputesseu e encerrou a entrevista, o que explicava tamanho mínimo que a mesma ocupava no periódico, uma vez que era ela a capa da revista.
Não aguentei! Liguei pro namorido e dei a boa nova:" Sua gostosona é uma carola antiquada!" hahahahahaha Que sensação deliciosa a de destruir o objeto de seu despeito, o ícone sexual de seu namorido, que, assim de tudo, não se parece em nada como você mesma. É como se fosse um "bem feito, quem mandou sonhar com uma mulher que não sou eu, pior, que é o meu averso , do averso, do averso!"
A felicidade se completou quando o namorido chegou em casa e, lendo a reportagem , dizia não acreditar na moçoila! Mas não adiantava esperniar, eu via no seu rosto a queda do mito. Agora, mesmo que ele ainda achasse ela gata, ele ia ter que conviver com o fato de que ele sabia quem era ela na verdade, por que antes disso ela era um infinito mar de possibilidades.
Agora eu ando evitando ouvir os comentários sobre quem é gostosa ou não, o que é complicado saindo com um bando de homens todo fim de semana,e fico aqui tentando entender no que vai dar esse ciúme esquesito que eu tenho do sonho alheio, mas eu sinceramente não consigo ver nada no meu futuro, por que gente que tem ciúmes normal, faz cena, termina namoro sem precisar, quebra coisa em casa, trai pra chamar atenção... mas e alguém que tem ciúmes de sonho, vai fazer o que? Macumba? Só se for, por que eu ainda não pensei em nada que eu posso fazer( não que eu queira!)
A Adriana caiu, agora eu só tenho que me livrar de meia dúzia de loiras peitudas!

segunda-feira, abril 10, 2006

Segunda feira a noite...


Ha!!!!!!!!!!! Segunda-feira!!!!!!!!!!Yes!!!!!!!!!Dez e meia da noite e eu estou alegre! Bem, pra falar a verdade eu estou quase bêbada! hahahaVocê deve está pensando:" Ô meu Deus, tadinha da menina, sozinha em NYC sentindo frio na primavera, agora se entregou ao álcool!" Well, not really!
Ontem, domingo(claro!) eu acordei com o namorido as nove e meia da manhã, o que foi extramamente surpreendente levando em conta o sábado a noite.
Sábado: eu cheguei em casa depois do trabalho bem cansada, com uma dor de cabeça absurda. Depois de em vão tentar vários analgésicos, finalmente eu me rendi a realidade de uma alérgica enfrentando uma primavera. Enfiei um remédio no nariz e um antinflamatório goela a baixo. Esperei os amigos do namorido chegarem, como de costume, pra gente ir jantar. Irresponsavelmente, depois de tomar remédio, lá estava eu a desgustar o inencontrável, Jubileu ( esse vimho Mexicano, que é vendido no restaurante de mesma nacionalidade que eu já mencionei ser do outro lado da rua, mas que por mais que eu e o namorido procuremos, não conseguimos encontrar em lugar nem um pra comprar). Depois de dois copos de jubileu, uma bigorna caiu na minha cabeça, e em vez de acompanhar o namorido e os outros dois mosqueteiros, eu resolvi me encontrar com Morpheus!
Capotada, dormir como um bebê até a hora que o namorido chegou em casa dizendo que eu tinha que ter ido ao bar com ele para defendê-lo de duas loucas latinas. Aparentimente, essas duas garotas passaram empurrando a tudo e a todos, inclusive, o namorido e a sua melhor amiga. Foi ai que o namorido se revoltou e segurou a garota pelo ombro e disso pra ela prestar atenção. A segunda garota se meteu entre o namorido e o ombro detido e falou enraivecida, algo rapida e incompreensivelmente, o que foi, por consequência, interpretado como espanhol! A única coisa que o namorido conseguiu sustentar, foi uma cara de " Get out of my face!" Mas assim que minha suposta inimiga espánica se retirou, o namorido falou:" Se a Laura estivesse aqui, logo que aquela garota latina despejasse o espanhol pra cima de mim, ela ia pular em cima dela e ia dizer - Anda-te para la merda muxaxa! Cuesto a cá es mi ombre-, e ia dar uma budada latina nela que ela nunca esqueceria! "
Pela conversa que o Muxaxo me despejou as 3 da manhã, dá pra entender por que eu me surpreendi ao ser acordada por ele praticamente junto das cotovias na manhã seguinte! Mesmo assim , nos apromamos pra o brunch!
Ai, aqui eu tenho que fazer um a parte , como sempre( pra não perder o costume) pra explicar, pra quem não sabe, o que é brunch! Breaskfast= café da manhã, lunch=almoço, logo Bunch = café da manhã + almoço! Sabe a preguiça de sábado e domingo, quando você acorda as duas da tarde e não sabe se quer cafê ou almoço? Pois é , americano é assim, eles não se descidem por um ou outro, eles escolhem os dois! O que me faz lembrar de outra coisa! Ai meu Deus, tomara que depois dessa , eu consiga me lembrar do que eu tava falando...
A parte do a parte
Ah....... Americanos e suas milhões de opções: Um dos garçons do café é esse cara que só tá lá no Café duas vezes por semana, ele é da Polônia. Um dia a gente tava rindo de um garota que fez um pedido de um Decaf skim Iced Hazelnut coffee! Logo que a garota saiu ele olhou pra mim e começou a rir! O que foi feito do cafezinho? Agora a gente tem o Decaf iced skim hazelnut coffee! Tem gente que chega no café e pede : " Eu queria um café pra levar! Pode ser um capuccino?Médio, não, pode fazer grande! Light? Não! Você tem leite 2%? Ah, não? Então será que dava pra você fazer metade leite integral, metade desnatado? Ah, pode ser descafeinado? Você tem café com sabor? Tô na dúvida entre baunília e caramelo... ah já sei, hazelnut! Ai! Voçê já fez? É que eu queria gelado, é que tá tão quente hoje...." Depois disso, o Polonês me falou da experiêcia de viver num país durante o comunismo, quando cada mantimento existia em uma única opção de marca, e fosse feliz, por que as vezes a única coisa que você encontrava no mercado era vinagre!
Voltando ao assunto...
Bem, diante da incapacidade de se decidir entre almoço e café da manhã, lá vamos nós ao brunch! Depois de desfilar nossos corpichos embolorados pela falta de sol, em uma radiante , porém gelada, manhã de primavera por horas, deslumbrando as filas em frente aos famosos pontos para brunch no Lower East Side, resolvemos escorregar para o underground! Fomos parar nesse restaurante Mexicano, quase desconhecido, extremamente autêntico, tão autêntico, que você não consegue fazer seu pedido se não apontando no cardápio, por que a garçonete fala com você em espanhol! Doritos e molho de tomate apimentado, depois guacamole como doritos e lá vem a Coca Cola do namorido e minha Sangria!!!!!!!!! hahahaha!

Sangria ( em caso de alguém não saber, é uma bebida a base de vinho tinto, vinho , frutas , gelo, um suquinho qualquer... e ai, ai ,ai...)

No fim do meu primeiro copo de Sangria eu já sentia o efeito do álcool no seu corpo quando ingerido pela manhã antes da primeira refeição! O que? Alegre com um copo de sangria? Impossível, manda o segundo! E lá estávamos nós, eu e o namorido, andando em busca de uma festra de sol, onde o frio não era de rachar, vasculanhado as lojas de vinho pra achar os inencontráveis. Não encontramos o Jubileu, mas encontramos um outro, que tem um nome impronunciável, (deve ser por isso que é tão difícil de achar!).
Fizemos um monte de coisas de domingo, até voltar pra casa a noite. O namorido, como em todo domingo, estava preocupado com a provável perda de sua noite de sono, causada pela proximidade de sua viajem semanal a Dallas, que começava toda segunda as quatro da manhã. Motivada por isso e pela compra de 4 guarrafas de vinho na tarde de domingo ( sabe como, coisas de domingo!) eu dei a idéia de abrimos uma garrafa de vinho e beber uns copinhos antes de dormir com a intenção de capotar na cama. Que assim seja!
E foi assim que tudo começou: segunda a noite, cansada, cheirando a omelete de presunto e queijo caminhando pra casa, eu me lembrei dos dois terço da garrafa de vinho que estava lá na cozinha de casa, e que se não fosse bebido ia se perder! Uma garrafa de Pinot Noir francês? Nem morta santa! Tive que fazer algo a respeito! Comprei os ingredientes que faltavam e Voilá! Cinco copos de sangria depois, estou eu aqui bêbada e feliz a segunda a noite! O que mais poderia ser capaz de fazer alguém feliz a segunda a noite se não cinco copos de sangria feitos com Pinot Noir francês?!
Quanto a Fernanda Lima? Deixa ela pra próxima, que aquela ali estraga meu humor!

sábado, março 25, 2006

De como ela conheceu o namorido*

Antes do primeiro: Se você comecou a ler meu blog por agora, provavelmente deve esta se perguntando, que diabo é isso de namorido? Pra entender, eu recomendo que você leia meu primeiro post, onde eu explico a terminologia.
Agora sim:
Primeiro eu tenho que explicar por que a demora pra essa nova "história". O ilustrícimo namorido danificou permanentimente o laptop enquanto estava sob efeito da "gripe irlandesa". Eu explico: Saint Pratrick`s day, dia do padroeiro da Irlanda, internacionalmente comecida como a pátria dos maiores cachaceiros do mundo, foi a algumas semanas atrás. Então, Saint Patrick`s day é o dia da enfiar o pé na jaca aqui em NYC, cheia de descendentes de Irlandeses, um deles, meu namorido. No dia seguinte ao SP`s Day, o namorido tinha vomitado as tripas, mas as 3 da tarde depois de muitos cuidados e pedialite, resolveu sair pra comer comigo. Atravessamos a rua e fomos comer nesse restaurante de comida mexicana que ele adora. Enquanto a gente esperava, o namorido comecou a se sentir mal e voltou pra casa, eu fiquei com o encargo de explicar por que eu ia ter que pedir a comida pra levar pra casa. Quando eu disse que ele não se sentia bem, a dona do restaurante comentou: "Ah! Gripe irlandesa!", nada mais apropriado.
Voltando a explicação, eu fiquei duas semanas sem computator, por isso a demora.
Do que é que eu tinha de falar mesmo?Ah, de como eu conheci o dito cujo, o irlandês gripado!
Enfim, eu estou morrando na cidade maravilhosa, nada bronzeada, trabalahndo no shopping, mais precisamente na loja da Ellus. Fim de ano, a gringaiada em peso no Rio, e eu, a única viva alma que falava algum inglês na loja, sendo sumariamente explorada! Estou bem descendo as escadaria que eu subia e descia 100 vezes por minuto pra ir pro estoque, quando avisto um carinha magricelo e descabelado( no bom sentido!). Obviamente gringo, algo reconhecível pelo bronzeado tipo escritório e pelo jeito de parecer cool em havaianas e Hering branca. O amigo que escoltava, esse era indiscultivelmente brasileiro. Como eu não gosto de ser óbvia, eu vou pro amigo. Perguta básica: "posso ajudar?", resposta básica: " só olhando" , ... cansada eu tava...mesmo assim, ele é bonitinho e eu insisto: " procurando alguma coisa pro reveilon?" , e a resposta que eu mais esperava: "pra ele, não pra mim!" então eu me direciono pra caça, e mesmo certa de que ele não falava português, eu procigo em minha língua mãe, "tem que ser branco?"... nesse momento, como esperado o amigo interrompe: " ele não fala português"..."não?"... " que surpresa " eu pensei comigo, e completei: " fala inglês? "... com a confirmação do amigo, eu me volto novamente ao magrelo estrategicamente descabelado ( ele gasta horas pra se descabelar) e mando no macarrônico: "Can I help you?"... e uma esperança nervosa se revelou no rosto do rapaz, denunciando uma reciprocidade da minha maldade...humm.
Mostrava o que eu tinha de branco na loja, quando o amigo brasileiro se lembrou que tinha que perguntar sobre o sapato que o rapaz teria que usar na festa de reveillon, assim partiu em busca da irmã. Lá estava eu, na situação perfeita, sem ninguém que falava inglês em volta. O descabelado escolhe uma roupa na primeira olhada, o que me surpreende. Tenho que adimitir que nessa hora eu vi meu ego ferido. Eu como figurinista não havia pensado naquela combinação que ele tinha escolhido, e agora eu esperava anciosa do lado de fora da cabine pelo resultado da minha má percepção. E lá vem ele, pra me destruir, com a melhor opção em branco existente naquela bendita loja, e não tinha sido eu que tinha posto aquilo junto! Não tive muito tempo pra pensar nisso, por que eu logo me vi diante da perguta mais fofa: " você gostar?", peguntou ele no seu português ruim, e eu, já apaixonada pelo bom gosto, me via agora encantada pela tentativa de interatividade na língua nativa, mesmo assim eu respondi em inglês: " eu gosto, não sei se você gosta" , e dessa vez eu me apunhalou certeiramente, mais uma vez em português, ou pelo menos uma tentativa dele: " dizer a verdade"...eu vou derreter, pensei, depois de ouvir isso. Nesse momento eu pensei: "quer saber? vou cair matando", então da minha boca sairam as palavras mágicas: " Essse é o estilo que EU gosto, basta saber se é o seu", e ele mandou no mesmo tom: "se é o que você gosta, é o que eu vou levar"... ai,ai,ai...
Quando o amigo chegou, trazia a irmã e outra menina, aterrorizantemente bonita, obviamente modelo. Sasaricou pela loja a Comprida, parou na frente do namorido, fletando com ele e em inglês, disse pra ele que testasse seu português perguntanto pra mim se eu tinha um vestido branco. Envergonhado, ele não disse nada, e eu com meu sorrizo de vendedora suspreendi a comprida, que não parecia entender como a aborigene aqui falava inglês: " do you want a white dress?" . E lá vou eu enfiar um vestido de 800 reais na magrela. Enquanto ela provava o vestido, eu descrubro que o rapaz em questão estava de estadia prevista para 3 meses, melhor parte, os amigos, incluindo a comprida, voltariam pra NYC em 2 semanas, e ele ficaria no Rio sozinho, sem conhecer ninguém. Tinha como ficar melhor? A resposta é sim! Depois que o amigo partisse, ele ficaria hospedado em um apartamento que havia alugado por esses 3 meses, a 3 quadras do meu apartamento.
Essa descoberta encheu o tímido rapaz de corragem pra que ele peguntasse se poderia voltar na loja pra me ver. Nessa hora eu me retorcia de vontate de por meu telefone no cartão da loja, mas meu gerente estava do lado orgulhoso de sua vendedora bilingue, empatando meu samba, sem ter a menor idéia do que acontecia diante dele. Estrategicamente escrevi o horário que eu estava na loja, e disse que podia me procurar se precisasse de algo. Ele perguntou novamente, se podia mesmo voltar pra me ver. Eu então, mais absoluta que qualquer diva que já existiu, respondi com uma desplicência claramente fingida: seria um prazer! "Já era!''- eu pensei.
A certeza construida embasada em nossa conversa, foi rapidamente subistituida pela pela dúvida originada e alimentada pela visão de tantas budas perfeitas que perambulavam pela praia de Ipanema, enquanto eu esperava pelo meu ônibus , pra ir pro shopping. Eu tenho que fazer uma observação: existe algo mais cruel do que , no fim de semana desviar o seu ônibus , que geralmente passa em uma rua nada especial, pra Vieira Souto? Vista pro mar do ponto de ônibus, enquanto todo mundo chega na praia, você está lá se preparando pra vender calça jeans.


Ai que vontade de trabalhar!!!!!!!!!!!!!!

E era nesse momento de tortura que eu imaginava que naquele mar de mulheres, aquele cara a essas alturas ja tinha encontrado uma bunda muito melhor do que a minha. Assim, uma semana passou arrastadíssima e eu já não nutria esperanças de ver o rapaz novamente.





Um exemplo de bunda muito melhor do que a minha!

E lá estou eu atendendo uma cliente que em 20 minutos já havia escolhido no mínino 3mil reais em roupa, quando ele entrou na loja. Eu estava no mesmo lugar onde eu o avistei pela primeira vez, descendo a escadaria. Quase caio na descida do resto da escada, enquanto olhava alternadamente pra ricaça e pro rapaz, tentando descidir o que fazer.
Ele estava lá displicentimente olhando as camisetas quando eu cheguei toda atrapalhada. A única coisa que eu consegui falar foi que eu estava ocupada, mas que ele não saisse da loja até que eu falasse com ele. Com a desculpa de que tínhamos
gente que não falava português na loja, empurrei a ricaça pro gerente, que cuidaria da minha gorda comição e fui...
Ele estava queimado de sol, vestia um short amarelo, que era inesplicável em alguém que tinha se mostrado um ser de bom gosto, mas o seu nervosismo enquanto falava comigo, era tão cativante , que afastava meus pensamentos fashionistas da minha mente. Pedi um minuto, quando vi que meu gerente estava ocupado, corri e escrevi meu telefone em um cartão da loja, furtivamente, e me sentindo quase uma criminosa o gardei no bolso. A sua amiga que também era de NYC estava esperimentando algumas roupas na cabine, o que me dava motivo pra continuar a conversa. Ele finalmente , se encheu de coragem e pediu meu telefone. Foi ai que se passou a mais patética de todas as cenas dessa história. Eu tiro um cartão do bolso imediatamente, e nele o meu telefone previamente escrito. Ele ficou tão surpreso e eu tão envergonhada que não sobrou nada que pudesse ser feito pra melhorar a situaçnao , só um soriso sem graça, mas o que importava era que ele tinha meu telefone, e que meu gerente não tinha sacado nada, é claro!
Além de trabalhar na Ellus, eu fazia aula de interpretação pra TV e estava fazendo um figurino pra um amigo, que trabalahava com teatro empresarial. Bem no meio do meu teste de maquiagem, enquanto eu pintava o rosto desse garoto de 17 anos que era todo cheio de chimichega pro meu lado ( o que me matava de rir) , um dos atores vem me gitando. Eu concentrada respondia: "Agora não, agora não!" Até ele dizer que era meu telefone, eu histérica, largo o cara pintada e atendo o telefone.."Hey, how are doing?".. e meu amigo, o diretor da peça, entendendo tudo, começou a fazer algo que desviasse a atenção de mim.
Conversa vai, conversa vem e eu falei que se ele quizesse fazer algo mais tarde, que me ligasse. Mas não foi fácil assim... nossas agendas ficaram se desencontrando por uma semana, o amigo tinha tantos compromissos familiares e eu terminando um figurino... eu já estava achando que não ia funcionar, quando eu recebi o recado gravado na minha secretária eletrónica: " Segunda feira, meus amigos vão embora e eu vou pro meu apartamento em Ipanema, vc quer me encontrar segunda a noite?" CLARO!
Contei pro meu fiel amigo de trabalho, e ele,como estudante de moda, falou: "Gata, vamos deixar a bermudinha e o All Star no guarda roupa e vamos por um salto, por que você é lindinha, mas precisa de uma coisa mais sex!"
Essa foi a maldição, duas horas, e o quarto todo bagunçado, e eu não me descidia no que usar. O dia era quente demais pra calça jeans,( quando da pra ser quente no Rio, não tá pra resistir...)Ah foda-se, se esse ifeliz tiver que gostar de mim, vai ter que ser de bermuda e All Star. Tão nervosa... andei até esquina do apartamento dele onde combinei de encontrá-lo. Escolhi um café sentamos e pedimos uma cerveja cada um. Depois de horas de conversa, o inevitável, o bar ia fechar. Segunda feira, não tinha nada aberto onde a gente pudesse ir. Sabe aquela situacão onde vocês ficam lá olhando um pro outro, nada ainda aconteceu , vocês sabem que vai acontecer, mas no momento ninguém quer dizer boa noite, até amanhã... Entre as trinta mil coisas que a gente conversou, estava cinema. Ele me falou desse filme que era o seu preferido e que eu não tinha assistido, ele já tinha comentado que eu teria que assitir qualquer dia desses...ele perguntou se tinha um lugar pra gente ir, a rsposta era não!
Foi então quando ele perguntou se eu queria assistir um filme como ele. Humm... se esse gringo tá pensando que eu vou parar no apartamento dele hoje... ele tá certo, por que depois de esperar duas semanas por ele, eu me recuso a ir pra casa sem beijar o peste! Além do mais, ele é muito fraquinho pra se meter a besta comigo!
Entro no apartamento e ele me oferece ceveja, wisky e vodka com Red Bull. Não obrigado, tá achando que vai me embebedar, gatinho...não nasci ontem, pensei. Mas que coisinha mais fofa... em poucos minutos ele tinha me mostrado as fotos de sua estadia no Rio até aquele dia, de sua família , de seus amigos nos Estados Unidos, e eu já me sentia como se a gente se conhecesse a anos... mas nada de beijo.
Começamos a assitir o tal filme no lap top dele que ele comlocou no meio da cama. Eu de um lado, ele do outro e um lap top entre nós dois. E ao contrário do que eu pensava, ele realmente queria assistir o filme!
Pro inferno esse filme, já tinha passado uma hora e tudo que tinha acontecido era uma leve inclinação de tronco de ambos a fim de uma aproximação de braços! Ah!!!!!!!!!!!! Que homem devagar! Agora era uma hora e meia e minhas costas doiam, por que depois de tocarmos os antebraços eu não vi saida que não fosse rencostar minha cabaça no ombro dele. E você se pergunta se tá lendo meu blog ou um romance do século passado quando as moças coravam ao mostrar os seus tornojelos.
Finalmente, pelo canto do olho eu percepi que ele talvez estivesse olhando pra mim. Retribui o olhar e finalmente... ai primeiro beijo!
Quando eu abri o olho, eu ouvi a coisa mais inesperada do mundo:" Você tem o rosto mais bonito que eu jé vi." O que você responde? Bem, você eu não sei, eu agradeci o elogio e me apaixonei. Depois dai a situação só piorou. Eu tava usando uma camiseta que não tem as costas, ele me abraçou e disse que ia escrever uma coisa nas minhas costas e que eu tinha que adivinhar. Coitada de mim, adivinhar o que alguém tá escrevendo nas minhas costas em inglês! Mas não tever erro, ele escreveu letra por letra: " eu estou muito feliz, eu conheci voçê". Ai que bonitinho! Tenho certeza que você pensou isso né? Eu também, por isso não condeno!
Esse foi o primeiro encontro, se eu for contar o restos dos dois mêses que se seguiram, alêm de ficar aqui 5 meses escrevendo, eu iria matar todo mundo de inveja, hahahaha.Tô de sacanagem! Mas esse jogo de escrever nas costas virou a desculpa pra falar tudo que a gente tinha medo de falar e foi assim que eu disse que pra ele em forma de pergunta, que eu amava ele:" é possível amar alguém em 3 dias?" . Depois de um mês eu escrevi que não queria viver sem ele e pedi ele em casamento, todo isso escrevendo nas costas. Ah, se desse pra ler o que a gente escreveu! Mais coisa que no meu blog!
Agora eu tô aqui em casa , em NYC, passando frio na primavera, pensando em todas as vezes que eu quiz jogar o namorido pela janela pra ter paz e procurando nas paredes as fotos que a gente nunca imprimiu pra por no porta retrato. Faz muito tempo que a gente não escreve nada nas costas um do outro, faz tempo que a gente não tem tempo de ficar olhando um pro outro discutindo tem quem o olho mais bonito, já faz mas de um ano que isso aconteceu. Tudo isso me faz pensar no que vai acontecer daqui pra frente...
Lá pra frente eu não sei, mas amanhã quando o namorido chegar de viajem eu vou arrancar a camisa dele e vou escrever nas costas dele que eu quase morri de saudade e que o olho dele é o mais bonito!!!!!!!!!!

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

O delicioso aroma de café de manhã cedo, mas bem cedo!



Cafezinho é a amiguinha da Moranguinho, escolhida como o melhor presente de inimigo oculto pra uma garçonete que trabalha em uma cafeteria, ela tem cheirinho de café!

Introdução ao tema

Essa semana, um amigo do Brasil baixou por aqui. Um ex rolo que virou amigo no fim das contas, por que, quem me conhece, sabe que eu sou amiga de verdade de “quase” todos os meus "ex"s.
O fato é que sair com alguém do Brasil, falar da vida em português e conversar fiado, me fez lembrar que existe vida inteligente dentro do meu cérebro. Foi um jantar que foi responsável pela descoberta de neurônios ativos dentro da minha cabeça. Eu desconfio que mutações ou processos evolutivos fizeram com que algumas dessas células se tornassem mais forte possibilitando a sua sobrevivência em ambiente de tamanha hostilidade.

Sobre o ambiente hostil e sua fauna diversa

Você é criada do melhor jeito possível, seus pais fazem tudo por você: Amor carinho, apoio, pagam escola, mandam pra estudar em outro estado, pagam curso de inglês, oficina de dança Butoh, curso de maquiagem e efeitos especiais, iniciação a roteiro pra quadrinhos, e quando eles pensam que você vai entrar no mestrado de antropologia e arqueologia, pra poder dizer que a filha é inteligente, você conhece um sujeito numa loja e resolve morar com ele depois de 2 meses de namoro. Não satisfeita, resolve morar com ele em NYC, ai lá vão os pobres coitados pagar o visto, a viagem, e os seis meses de curso de inglês... Tudo isso pra que? Pra infeliz virar garçonete!

E aqui estou eu, aterrorizada com a percepção tardia de que eu faço 25 esse ano, trabalhando de garçonete nesse lugar que mais parece um zoológico, ou melhor, a arca de Noé, fazendo mais juízo ao local, uma vez que abriga sobreviventes de diferentes espécies de diversas partes do mundo.

Intitulado “Le petit café”, de francês, o lugar só tem o nome e a sujeira, por que o resto… O Dono, um velho resmungão e mão de vaca, é de algum lugar lá pelo oriente médio, não sei bem de onde. Os três “musquiteiros” (cozinheiros/ garçons) são do Egito, um da igreja ortodoxa cristã e o outro, já corrompido pelo tio Sam, casado com uma Americana. A arca conta ainda com a presença de uma Chechena ( eu nem sabia que esse povo conseguia passar pela imigração) totalmente desorientada. Completando a fauna local, o misterioso Lord de Down Stairs, um senhor mexicano que tem lá seus cinqüenta e sabe-se lá quantos anos. Ah, não podemos esquecer da presença não diária , porém corriqueira dos ratinhos, esses autenticamente Novaiorquinos. Francês por lá, ainda não vi nada, mas enfim, em um país onde o American coffee na verdade é colombiano, quem vai se incomodar se o restaurante francês é, na verdade, arab-egip-mexi-che-tupiniquim?!

Sobre as diferentes expécies

Egípcio I

Ainda existe isso? Igreja ortodoxa? Pois é… vivendo e aprendendo…O infeliz , um magricela desengonçado, de dentes entrambelhados se apaixonou por mim. O motivo é o melhor: por que eu sou quieta. A minha falta de paciência pra conversar futilidade com meus colegas de trabalho, foi interpretada como, timidez, submissão, ou sei lá o quê! O fato é que o franzino, como uma noiva virgem no Egito esperando por ele, vive enchendo meu saco dizendo que se eu quiser, ele larga a noiva pra ficar comigo, e que se fosse meu marido, me cobria de ouro hahaha( Inxalá)

Egípcio II

Esse coitado é o mais simples de todos. Trabalhava desde crianças na construção civil no calor do Egito, está aqui nos EUA a quatro anos. Arranjou uma noiva na Califórnia, mas não deu certo. Outro dia, ele me disse que ia conhecer a futura noiva, uma outra. Tinha essa mulher que vinha do Egito, e como ele queria casar com uma egípcia, ia conhecer ela. Me disse que ia comprar um bolo pra levar de presente pra moça. O noivado não deu certo , mas o presente não poderia ter sido mais apropriado, ele não gostou dela por ela era muito gorda.

Egípcio III


Esse tem história mais parecida com algo que a gente entenda. Casou com essa Americana que é 4 anos mais velha que ele e que não gosta de trabalhar. Depois de quatro anos de casado, ele gastou todas as economias que juntou nos EUA com o bicho preguiça, não satisfeita, a moça arrumou um caso com uma outra mulher e deixou o pobre endividado e sozinho!

O Lord de Down Stairs

Essa história é a mais séria e triste de todas. Lorde de Down Stairs saiu do México nos anos 60. Separado, deixou a ex mulher e os filhos, mas sempre mandou apoio financeiro. Aqui conheceu uma Americana de origem Latina também. Na terra prometida, ele prosperou, abriu o próprio negócio e ia vivendo feliz da vida, até descobrir que a mulher tinha outro. Acabou largado pela mulher, enlouqueceu, vendeu o negócio, perdeu tudo que tinha. Pra piorar, a ex mulher, que ficara no México, teve câncer. O tratamento levou os últimos trocados do pobre coitado, que já deve ter bem mais de 50 anos. Agora o Lord de Down Stairs morra no Le petit café, pra economizar dinheiro, em um pedaço de papelão com um edredon velho, ele dorme, lá no finzinho do salão onde ficam as mesas. Ele acorda todo dia 7:30 quando a gente chega pra abrir o café, pega suas coisas e desce a escada que leva pra cozinha, onde ele trabalha durante todo o dia. A cozinha fica no porão, por isso eu batizei ele Lord de Down Stairs.

A Chechena desorientada ( nem sei se é assim que se escreve)

Essa fica por último, por que é a melhor, ou melhor, a pior! A pior garçonete de todos os tempos, no último ano onde começou a trabalhar de garçonete, foi despedida de 5 diferente empregos. Veio pra cá em um intercâmbio, trabalhar em um acampamento de verão e acabou ficando. A mãe chora toda semana no telefone pra ela voltar. Ela, como não tem mais visto, não pode ir pra Rússia se não, não volta mais, mas como quer ir ver a avó doente, está a procura de um falso marido pra se casar ganhar um green card. Tem que ser alguém descente pra não tentar nada com ela, que tem que se casar virgem quando o negócio for de verdade. Quando aconselhada a unir o útil ao agradável encontrando um marido logo de vez, ela explica que a mãe preferiria ela morta a casada com um não- checheno ou não- mulsumano. Exagero? Precisava ver a reação dela quando um dia, de brincadeira, o ortodoxo resolveu fazer o sinal da cruz pra ela… A mulher corria e gritava igual uma louca, se trancou no banheiro apavorada, de onde não saiu por meia hora!

Da rotina diária

Sem dúvida a coisa que a gente tem mais que fazer no café é cappuccino. Não aquele solúvel que a gente tem no Brasil, mas o legítimo cappuccino italiano ( no café francês?!)

Receita de cappuccino

Você primeiro tem que fazer o expresso, que é muito fácil. A única coisa errada que você pode fazer, é por pó demais, ai a máquina meio que explode, jogando a boquila do café pra for a da máquina jorrando borra de café e água quente por todos os lados, nada grave!
Depois, a espuma do cappuccino. Em uma jarra de alumínio, você coloca o leite frio. A máquina de cappuccino tem um caninho que solta vapor quente em alta pressão, você coloca o cano dentro do leite, mas tem que ser na superfície, até começar a formar a espuma, depois você pode ir pro fundo da jarra esquentar o resto do leite. Se esquentar muito, a espuma some e é ai que entra , sem dúvida, a melhor parte: a temperatura do leite! Uma mão controla a altura da jarra no canudo, a outra, espalmada na parte de baixo da jarra, serve pra, justamente, perceber a temperatura do leite. O ponto certo é: quando começar a queimar a mão!
Depois, é só por a espuma de leite em cima do expresso!
Levando em conta que em um sábado normal, eu atendo em média 150 mesas, com no mínimo um pedido de cappuccino por mesa, contando muito por baixo, no fim do dia eu parcialmente queimei minha mão entre 150 a 200 vezes! E tem gente que diz que 20% de gorjeta é muito!

Por que a bicicleta não é o melhor meio de transporte durante a maior nevasca de todos os tempos em NYC

Neste último sábado, depois de trabalhar no café e chegar em casa cheirando a comida, eu reuni todas minhas forças pra me arrumar e marcar uma presença quase que passageira no aniversário da P.
Entrei no meu banho e como sempre, lavei o cabelo duas vezes pra inhaca de comida sair de mim. Eu admito que, não só o fato de ter observado uma fina nevinha cair durante a tarde e começo de noite pela janela do café, mas como também, de ter voltado em minha diária caminhada de 20 minutos pra casa sob as mesmas condições climáticas, a essas alturas do campeonato, não me animavam a dar o ar da graça em nem um lugar que não fossem os braços de Morpheus. Mas como meu ilustríssimo “com sorte” já tinha me aperreado na sexta por que eu não havia saído com ele, e P, sem dúvida, uma das minhas preferidas entre as pessoas com quem eu me relaciono nesta terra de esquisitos, eu não só me arrumei, mas até subi no salto alto.
Na saída do apt, uma amostra do que me aguardava. Um vento cortante, com uma neve, não mais tão fininha, mas também nada de mais. Desistimos do ônibus, no primeiro quarteirão e entramos num táxi. Chegamos no endereço do bar, entramos, mas mesmo lá dentro, levou uns 15 minutos até que eu conseguisse tirar o casaco. C, um dos amigos do namorido do Texas, estranhando o frio tanto quanto eu, chegou mais tarde e mais parecia uma cebola sendo descascada ao tirar todos os apetrechos de frio. Sabendo que teria que acordar cedo de mais na manhã seguinte, tratei de me despedir de todos e apontar pra casa, dei um beijo no namorido e fui…
Sai do bar mas agora, o vento era ainda mais forte e a neve já havia encorpado um bocado. Morrendo de medo de finalizar minhas patinadas de salto alto estatelada no chão escorregadio e coberto de gelo, eu andava a passos de japonesa. Quando atravessei a rua pra pegar o táxi no sentido da minha casa, quase caio no meio da rua, mas foi só um quase. Um, dois, cinco, dez minutos …e nem um táxi disponível passava, quando finalmente um apontou na esquina eu já não sentia as pontas dos dedos das mão e dos pés.
No carro, o taxista falou que era a última corrida, e que depois ia pra casa, pois a ruas estava com muitas neve, perigoso pra dirigir. Enviei uma mensagem ao namorido pra alertá-lo da possibilidade de não encontrar um táxi pra voltar pra casa. Cheguei em casa e mergulhei na cama, a uma da manhã, eu já dormia.
Escuto a porta abrir, e acordo com a visão do namorido praticamente congelado, parecia um frango saído de um refrigerado de frigorífico. Roxo, respirando com dificuldade e com o cabelo, meio molhado, meio congelado. Saiu com os amigos alcoolizado do bar e começaram a brincar na neve, jogar uns aos outros no chão fofinho, guerrinha de bolas de neve, até perceber que seu tênis all star estava encharcado, que ele estava com muito frio e que em todo o tempo em que brincavam como crianças no meio de uma das maiores avenidas de NYC, nem se quer um único carro havia passado por lá. Vendo que teria que ir a pé até o apartamento, o que sem neve, é passível de ser feito em 25 minutos aproximadamente, o infeliz, completamente alcoolizado, começou a correr a caminho de casa. Chegou congelado e quase sem respirar, mas, em fim, vivo.
Acordo as sete e olho pra fora pela janela. Vinha vista da janela não é nada mais do que o telhado da loja do lado do meu prédio, não vi a rua, mas vi que a neve desta vez tinha realmente tinha crescido. Pus um bocado de roupa, peguei meu singelo guarda chuva, por que a neve ainda caia, e me pus da porta pra fora e…
Puta que pariu! Nem uma alma viva na rua…tudo branco, uma neblina que encobria a visão a mais de 50 metros, a neve caia desgovernadamente, o vento parecia enlouquecidamente querer me separar de meu guarda chuva, que se retorcia a suas rajadas. Quando dei o primeiro passo, meu pé afundou e a neve chegou até meu joelho, nessa hora eu me lembrei que eu teria uma caminhada que, sem neve, era cumprida em 20 minutos. Ai, ai…lá vai a escrava Isaura afundando na neve resmungando que só ela, os mexicanos e os chineses tinham posto as fuças pra fora naquela condição, embora não visse muitos nem dessas etnias a perambular.
No meio da nevasca, um teste de civilidade…quase congelando, coberta de neve, por que essa peste não cai igual chuva de cima pra baixo, ela parece que vem de todas as direções, encontro uma senhora mexicana perdida no meio da nevasca. Continuar e fingir que não percebeu que a mulher precisa de ajuda e chegar em um lugar quente e seco logo, ou prolongar a tortura pra ajudar aquela sofrida figura que provavelmente não seria nem capaz de falar inglês comigo. Bem, como Isaura era uma escreva boa, lá fui eu gastar o portunhol pra decobrir aonde a louca ia. Quando achei o lugar, tratei de encaminhar a mexicana e corri pro meu café. No caminho a neve as vezes aparecia quase da altura do meu quadril. Bonito era, mas quando eu cheguei no café, eu parecia a abominável garçonete das neves.
Durante as cinco horas seguintes eu, outra garçonete da Chechenia, um garçom do Egito e um limpador de mesa e carregador de prato sujo mexicano atendemos uma única mesa, até o outro garçom egípcio chegar e ligar pro dono do Café que liberou a mim a a Chechena pra ir pra casa.
Toda a jornada de ida foi repedida na volta, só que agora as ruas já estavam cheias de crianças fazendo guerra de neve, brincando de trenó e correndo com os cachorros ( gente cachorro adora neve!)
Em casa, me empenhei a tarefas caseiras de arrumação e decoração( eu tô construindo uma mesa) até a noitinha quando o namorido, depois de ler algumas coisinhas na net, me disse que esse dia havia batido o recorde: a maior quantidade de neve caída em NYC em um único dia, em todos os tempos!
E ai? Tava querendo saber se a Piauí aqui ia se virar no frio de NY? Eu estreei a neve da Orchard Street (quando eu sai, não tinha nem uma pegadinha!) no dia da maior nevasca de todos os tempos na Big Apple , baby!

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Ai o amor…

Então, depois de alguns minutos encarando o computador pensando que eu tenho que escrever no meu blog antes que eu desista dele, e de vasculhar minha mente minuciosamente em busca de algo engraçado pra contra aqui, uma vez que eu me recuso a escrever um blog que seja sério, eu me vejo obrigada a entrar nesse assunto.
Adianto, que, como de costume, a história é comprida e começa assim:
Era uma vez essa garota que era gata pra caramba! Muito gata mesmo! Ela morava numa cidade pequena e quando chegou a hora de ir pra faculdade, ela teve que se mudar. Ela foi pra essa cidade que era bem maior do que a pequenininha onde ela tinha sido criada. Foi pra escola numa época bem “sexo, drogas e rock and roll”. Lá, ela conheceu esse cara. Eles estavam jogando ping-pong, nada especificamente romântico, mas ele não pode deixar de reparar o quanto ela era bonita e jura até hoje que deixou ela ganhar várias partidas só pra criar intimidade. Ele, longe de ao menos lembrar alguém bonito, magricelo e maltrapilho, sabia como ninguém compensar a falta de formosura com uma notável habilidade com as palavras.
Ele, acabara de sair de um relacionamento de 10 anos, uau! Ela, prometia não namorar outro bonitão como o último, por que sentia um certo desconforto ao perceber que suas “amigas” alisavam as pernas desse tipo sob as mesas das lanchonetes. Por tanto, aquele era um encontro um tanto conveniente.
Quando perceberam, lá estavam eles apaixonados e prontos pra conhecer as respectivas famílias…ai , ai, ai…eu ainda não citei aqui o impronunciável nome do rapaz…bem, nem vou, … mas que se registre que o mesmo era tão impronunciável, que por mais que a adorável senhora, a mãe da moça, tentasse, ela não conseguia se lembrar, e o confundia com o nome de uma marca famosa de eletrodomésticos.
O nome, na verdade, era um detalhe engraçado, por que o resto era mesmo assustador. O pacato casal, os pais da moça, que criou seu cinco filhos em uma bucólica cidade do interior, via a mais bela de suas filhas seriamente comprometida com este…rapaz? Bem, a descrição do rapaz feita pelo pai da moça, foi a de um palito, que em uma extremidade se atrelava a um balaio (era como se referia ao cabelo do rapaz , estilo black power) e em outra, a um imundo par de tênis… e aquele nome…como é mesmo que ele se chama?
Passadas as primeiras péssimas impressões, lá estava o magricela desenrolando o latim como só ele sabia, e o adorável casal de velhinhos já se mostrava, a esse ponto, a cultivar uma certa simpatia por aquela estranha figura.
Ela achava bem charmosa aquela postura de casar com aliança emprestada, coisinha simples, bem 70`s sabe como? Amor e cabana, embora o estilão do moço não permitisse que o mesmo entrasse nesse tipo de sentimentalidade. Casaram-se então!
A moça tava formando na faculdade quando o primeiro filho foi encomendado. Os trabalhos finais da moça foram feitos pelo pai da criança uma vez que a barriga da mãe a impedia de alcançar a mesa.
Antes da criança nascer, a oportunidade de prosperidade se apresentou ao rapaz. Seria se mudar pra sua cidade natal e dirigir um negócio com seu pai. O detalhe era o seguinte: a cidade natal do rapaz era nos confins , depois de onde Judas perdeu as meias. Nesse tempo, passagem de avião era coisa de barão e as estradas eram, uma verdadeira selva por onde o casal passou na sua mudança de endereço.
Um dos momentos engraçados da viagem foi quando, ao despertar de um cochilo no banco traseiro do carro, a moça deu de cara dom uma cobra gigante a centímetros de seu rosto. Perto de mais pra perceber que a cobra estava do outro lado do vidro do carro, antes de promover uma cena hilariante de pânico. O rapaz havia parado pra comprar milho assado na estrada, e um homem que havia encontrado essa cobra, “mansinha, mansinha”, rodeava vendedores de estrada se gabando do achado.
Lá estavam eles, vivendo nessa cidade pra lá de longe da família da moça e ela prestes a ter um bebê. A senhora, avó da criança, enfrentou seu medo de voar e foi parar na cidade que de tão quente, mais parecia a casa de férias do Coisa Ruim em pessoa.
Nasceu a primeira filha, tadinha, tão feia que a avó não consegui conter o comentário (feito, claro, não em frente aos pais): “Jesus, Maria, José, como é feia, tadinha dessa menina! Mas o importante é que tem saúde”. Saúde o cacete: o capeta da criança era vermelha como um pimentão, e tinha a cara extremamente amassada pra um dos lados, o nariz torto de da dó. Os médicos consolavam dizendo que com alguns dias melhoraria, pois ela devia estar com aquele lado do rosto apoiado na barriga da mãe e por isso a deformidade. “Assim a gente espera!” , pensou a senhora.
Demorou mais do que alguns dias, pra ansiedade da senhora, mas quando a garotinha estava lá nos seus dois meses, ela estava muito bonitinha!
Um pouco mais de um ano depois, veio a segunda gravidez, e a moça que passara pelo perrengue de ter o primeiro filho longe da família, com a ajuda apenas da mãe, arrumou as malas e voltou pra sua cidade natal, pra ter o segundo rebento por lá.
E assim o foi, nasceu dessa vez um menino, que de tão preguiçoso, quase mata a mãe de preocupação. Nasceu e dormiu, dormiu por 24 horas , não acordou pra comer, a mãe, chamou o irmão, médico, pois não sabia se o menino estava vivo. Diga-se de passagem que 24 anos depois, o menino se comporta da mesma maneira, dorme, dorme e não acorda nem pra comer!
Voltou pra casa com as duas crianças e o marido! Os dois trabalhando muito, as crianças sempre reclamando, mas muito bem guardadas pela fiel escudeira, a babá. As crianças foram muito bem educadas, ambiente saudável, coisa e tal.
Uma vez a amiga da filha do casal estava com ela na mesa de café da manhã e fez uma observação engraçada. Depois do pai entrar na sala e encontrar a filha, a amiga da filha e a esposa, o pai passou pelas três, dando,em cada uma, um beijo na testa e fazendo uma piadinha. Ele se sentou e os quarto tomaram café conversando. A amiga permanecia calada como sempre, meio tímida, mas sempre muito engraçada quando resolvia falar. O pai e a mãe saíram pra trabalhar no sábado de manhã. A filha percebendo a amiga reflexiva perguntou no que passava. “Sua família parece família de propaganda de margarina”, a garota riu como ria todas as vezes que essa amiga fazia qualquer pontuação sobre qualquer que fosse o assunto em pauta, mas ficou lá pensando como tinha sorte de ter uma família de margarina, sua amiga tinha pais separados e uma vida muito pouco organizada antes dos 12 anos de idade.
E assim permaneceu por um bom tempo, pais exemplares, faziam tudo pelos filhos. Unidos como o quê por esses rebentos, orgulhosos, cuidadosos e bacanas! Os filhos do casal remanescente dos anos 70 receberam criação invejada pelos amiguinhos.
Mas como eu falei, a família morava nesse lugar, que com o passar do anos e desenvolvimento da tecnologia e do sistema de transporte, já não era assim um fim de mundo, mas era pequena de mais pras mentes das duas crianças criadas por um casal tão bacana! E lá se foram os rebentos, cada um pra uma metrópole, cada um em um canto do país.
A mãe, então, começou a reclamar que a casa estava muito quieta, vazia. Ela visitava as crianças constantemente, mas o pai guardava vigilha de longe e preferia aguardar as crias na toca.
Foi ai que tudo começou. O casal, agora sem os filhos em casa, descobriu que os dois haviam mudado, descobriu também que eram as crianças que escolhiam o filme do cinema no domingo, pois uma vez que eles não estavam mais lá era impossível chegar a um acordo. Mesmo coisas simples como escolher um restaurante, ou um programa pro fim de semana se tornara impossível, sem o poder moderador das crianças, o casal descobrira que haviam se tornado pessoas completamente diferentes uma da outra.
Pra piorar, os filhos resolveram ir pra ainda mais longe e a mãe não mais contava com o recurso que usava constantemente pra se livrar dessa sensação: visitar os filhos! Agora, ambos os filhos haviam se mudado do país, cada um pra um lado diferente.
O jeito foi mergulhar em trabalho e estudo pra preencher o espaço irremediavelmente aberto no lar.
Foi quando, sem muito rapa-pé, a mãe anunciou com um tom: “tenho uma coisa pra te contar”, que o casal estava se separando.
A mãe como viaja muito a trabalho se mudaria pra um apartamento menor e o pai ficaria na casa com os dois gatos e o cachorro, questão de segurança. O pai estava ajudando a mobilhar o apartamento novo. O melhor foi a preocupação da ex mulher em levar o ex marido ao supermercado pra ensiná-lo a fazer compras antes de se mudar, pra que ele soubesse se virar na sua ausência.
E assim, sem traumas ou brigas o casal se desfez…
A filha, a milhas de distância, recém casada, não pode deixar de pensar nas semelhanças. Ela havia saído de um relacionamento longo antes de conhecer o seu parceiro. Como o pai, se apaixonado, como a mãe, mudado pra longe da família e amigos, se vendo casada muito antes do que ela imaginava ou esperava que isso acontecesse.
A filha, que já havia chorado algumas vezes pela separação do casal bacana que a criou, e estava agora em frente ao computador parou de escrever e olhou pro lado onde viu seu marido/ namorido* e tentou imaginar como os dois seriam depois de 25 anos de casados. Não conseguiu imaginar nada e não conseguiu concluir se essa ausência de expectativa era algo bom ou ruim.



quarta-feira, janeiro 04, 2006

Desventuras alcólicas de fim de ano...



Desventuras alcólicas – primeira parte- 29 de dezembro

O clima de felicidade de pobre está no ar. Eu, como ilustre desempregada após voltar do Natal, resolvi continuar nessa condição até depois do reveillon pra não correr o risco de ter que trabalhar na hora da virada.
Do que é que pobre gosta? Barganha! Claro! Nas quintas ferias esse bar na alta Manhattan tem esse lance de cerveja a 50 cents! Bem, o lugar era do outro lado da ilha, mas a 50 cents querida… a cerveja aqui chega a custar as vezes até 8 dólares e você ainda tem que dar gorjeta, que é mais um dólar por bebida! Nessas condições, 50 centavos +1 dólar de gorjeta soavam como o paraíso, não?
Foi que eu achei. Estou lá bebendo com uns sete homens e meu namorido*,…lá pelas 3 da manhã ( a gente tinha chegado no bar as 10 da noite) passa essa garçonete fazendo caras e bocas pro amigo do meu namorido* vendendo umas doses. Aqui, eu tenho que abrir um parênteses pra explicar isso. No Brasil o que a gente geralmente entende por dose é dose de wisky, vodka, etc… aqui é o mesmo, mas eles também tem doses que são como os drinks (mistura de tudo em quanto) mas em pequenos copos que a gente vira igual tequila, existem milhões, cada bartender inventa o seu próprio, sai cada bagulho! Voltando a história,… eram umas 3 horas da manhã, quando o amigo do meu namorido* comprou um monte de shots ( é como eles chamam essas doses) para agradar a garçonete peituda que os vendia. Lá vou eu com a cara cheia de cerveja tomar esse troço azul , que Deus sabe o que era.
Não satisfeita, acompanhei os rapazes até a porta vizinha ao bar pra comer uma típica pizza novaiorquina.
De barriga cheia, eu e meu adjunto, resolvemos que era hora de partir. Aproximadamente uma hora e meia de viajem nos aguardava, uma vez que estávamos do outro lado da não tão grande Manhattan quando nos demos conta de que caminhar em linha reta havia se tornado uma tarefa um tanto árdua. Caímos na risada típica dos alcoolizados, e continuamos ziguizaguiando em nosso trajeto até a estação de metrô mais próxima.
Foi exatamente quando eu entrei na estação que eu comecei a perceber que eu estava ferrada. Meu não menos embreagado com sorte tentava em vão me ajudar, mas já era tarde…
Eu chamei o Raul primeiramente na lixeira da estação de trem, depois dentro do trem (que pra minha sorte estava vazio a essa hora da madrugada). Quando já estávamos bem mais perto de casa, eu sai correndo de dentro do trem por não agüentar o balançar e o Juca foi mencionado novamente, dessa vez, na plataforma de embarque, eu estava tão ruim, que eu nem sei se tinha alguém lá. Convencido de que o melhor era pegar um taxi antes que eu desfalecesse na rua e ele ficasse tentando me levar pra casa, meu pobre acompanhante me levou pra rua. A fria rajada de vento que me atingiu ao sair da estação de metrô, arejou minhas idéia e eu recobrei alguma consciência a tempo de me poupar da vergonha de vomitar dentro de um táxi e ter que ouvir um árabe/indiano buzinar nas minhas idéias. Resolvi andar até em casa, as duas últimas estações de metrô restantes.
Cheguei em casa viva, tinha vomitado tanto no caminho que se alguém quisesse seguir meu rastro conseguiria. Como já não restava nada a ser posto pra for a de mim , fui, ao menos, poupada te ter que limpar banheiro de ressaca, deixei o trabalho pros funcionários do Metrô, vingança pela greve!

Desventuras alcólicas- parte dois- Reveillon, a vez do namorido*…

Depois de agüentar toda sorte de piada sobre o fato de ter passado a noite do dia 30 de dezembro bebendo suco de laranja e arrepiando tuda vez que eu via uma cerveja, eu finalmente aguardava o fim do famigerado ano.
Tentei encarar um vinhozinho pra não virar o ano seca, mas o estômago parecia se lembrar do episódio ainda recente. Meu namorido*, no entanto, sem nem um resquício de lembrança da bebedeira, começou com cerveja, passou pro vinho, voltou pra cerveja e encerrou a noite falando mais abobrinha do que a mais apaixonada das namoras poderia agüentar, abraçado a uma garrafa de champagne.
Muitas tentativas de ir embora depois, eu chegei em casa e caí na cama, mas sabe aqueles inconfortáveis pensamentos existenciais de virada de ano? Bem, eles me despregaram de meu sono e eu me vi na cama, querendo dormi, sem conseguir com o cidadão desmaiado do meu lado.
Eu já estava finalmente sonolenta quando meu namorido* se levantou e começou a mexer na arara de roupas no canto do quarto, logo ao pé da cama. Mesmo sem entender nada, achei melhor continuar a observar aonde aquilo ia dar. Desistindo do que ele procurava no meio de suas jaquetas, ele se virou para o canto do quarto e por alguns segundos eu parecia não acreditar no que eu via. Ele, deliberadamente, se preparava pra fazer xixi na parede do quarto: “Namorido*, oh Namorido*! Que é que você tá fazendo?” – perguntei. Confuso, ele me respondeu que estava indo no banheiro. “ Na parede?” – eu perguntava sem saber se ria pela situação ou se me preocupava com a possibilidade de ele já ter começado a denegrir a parede. Completamente desorientado, ele olhou em todas as direções possíveis e se voltou para o verdadeiro banheiro da casa.
Na manhã do dia seguinte, eu gastei uns dez minutos rindo do ocorrido até me recompor e poder contar pro namorido*, completamente desmemoriado, de sua desorientação espacial noturna.


quinta-feira, dezembro 29, 2005

Pequenos apontamentos sobre coisitas não tão pequenas...

Ho,ho,ho! Finalmente chegam as festas de fim de ano. Aqui em NYC, você não pode dizer Feliz Natal, você tem que dizer Feliz Feriado que é pra não ofender ninguém, ninguém no caso quer dizer os Judeus, que aqui em NYC são muitos. Por que eu duvido que os Hidus ou Buditas se ofenderiam por ouvir Feliz Natal.
Saindo dessa questão religiosa, até por que eu passei o Natal no Texas onde eu definitivamente posso dizer feliz natal, preparei minhas malas pra ir pra Dallas finalmente conhecer a família do meu namorido*.
As experiências de conhecer as famílias dos meus namorados nunca foram assustadoras, mas confesso que dessa vez, eu estava com um gato no meu estômago. A família do meu namorido* estava passando por tempos difíceis, esse seria o primeiro Natal depois do divórcio dos seus pais.
Esse não seria o único problema, minha sogra, uma mulher muito religiosa freqüentadora de uma igreja protestante ortodoxa, com certeza preferiria que seu filho se amancebasse com uma garota Americana, branca e protestante, e não uma latina católica. Aquilo para mim não era grande novidade, minha avó também tinha suas preferências sobre os pretendentes de suas netas. O engraçado era eu ter que me preocupar por não ser branca e por ser católica. A última vez que tinha ido a uma missa foi quando eu tinha 9 anos de idades sob chantagistas lágrimas de minha avó, depois disso, só casamento e velório! Outra contradição, era a garota que era xingada de Sundown 300 nas praias do nordeste, estar agora perdendo o sono por não ser branca o suficiente! Assim, eu ia ruminando meus temores procurando um carro em plena greve de transporte público em NYC pra ir pro aeroporto as vésperas do Natal / Feriado.
Graças a greve-neurose a gente chegou no aeroporto apenas 4 horas antes do nosso vôo! Então vamos passar o tempo no aeroporto: opção de entretenimento 1, assistir DVD no lap top que estávamos levando pro irmão do meu namorido*. O filme em questão era Alfie, com Jude Law. Meu namorido* ama esse filme , sempre espalhou aos sete ventos que depois de Alfie, Jude Law virou seu ídolo, bla, bla, bla…estou eu nos meus primeiros 20 minutos de filme e o personagem em questão, o tal que supostamente seria o ídolo do meu com - sorte se apresenta como o maior galinha, safado, queixudo, cachorro da paróquia! Um certo desconforto surgiu, pra não dizer que eu queria quebra aquele computador na cabeça do meu namorido, eu resolvi que não queria mais assistir o filme, por que o Alfie era um podre e eu não gostava dele.
Opção de entretenimento 2: observar as figuras pitorescas que nos rondavam! Eu e meu nanorido*, pobres por que tínhamos acabamos de voltar do Brasil, compramos nossas passagens pela AirTrain, a companhia cata jeca também conhecida como caminhão leiteiro dos EUA. O que isso quer dizer? “Ah meu filho… se você voa pela AirTran ( ou pela Varig, diga-se de passagem) você não tem que temer o inferno!” Por que além de gastar o dia inteiro pra chegar em um lugar, você tem prazer de compartilhar esse dia com os estranhos passageiros da AirTrash!
As combinações mais absurdas de moletons com cabelos arrumados pra baile, tênnis com meia fina, e sem dúvida um significativo crescimento no peso médio das pessoas que nos circulavam, que me fez pensar que daqui a pouco os aviões vão ter que ficar maiores pra transportar o mesmo número de pessoas que transporta agora… perai!… talvez essa seja a explicação…os americanos estão ficando cada vez maiores , por isso aqui as coisas são tão grandes…e como no Texas as pessoas estão ficando ainda maiores, as coisas estavam ficando gigantescas! Isso explicava o ditado popular: “No Texas tudo é maior!”
E lá estava eu no Texas, minha sogra , me tratando bem, assim com meus cunhados, e eu, me empenhando agora em conhecer os amigos de infância e adolescência do meu namorido*. E disso não tenho que reclamar, me senti no Brasil, a hospitalidade Texana é sem dúvida comparada a nossa. Nesse ritmo de “vamos receber nossa nova amiga”, B, o amigo do meu namorido*, me compra uma cerveja…eu demorei um pouco até descobri que era uma cerveja, por que antes eu me perguntava se era o copo grande demais pra beber, ou pequeno de mais pra nadar…


Sobrevivendo as cervejas, mas com os braços doídos de carregar tanto peso, eu e meu namorido* nos juntamos a família no dia seguinte pra um pré-natal. Vamos assistir um filme e depois testamos a paciência em uma lista de espera de 45 minutos nesse restaurante denominado graciosamente de La Hacienda… soa até bucólico não? Eu respondo: “ Não!!!!!!!!!!!!!” Um restaurante inteiramente decorado com motives de caça e pesca!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!! Bicho morto em todo lugar, parecia mais um necrotério do que um restaurante, veado, búfalo, alce, patos e qualquer outra coisa que pudesse me fazer completamente convicta da minha opção de ser vegetariana. Ornamentava empalhada as paredes daquele lugar, até mesmo um urso.

Quando a gente finalmente se sentou eu recebi um copo cheio de Coca que, claro, fazia juízo a disparidade métrica texana. Eu, sem perceber nada, suguei minha bebida pelos meus delicados canudinhos…quase morri afogada!!!!!! Os canudos eram cada um da grossura do meu dedo mindinho. Quando eu achei que não tinha mais espaço pra exagero eu desenrolei o guardanapo que cobria os talheres: um garfo normal e uma serra de pão? Eu morria de rir do tamanho da minha faca, enquanto a família do meu namorido ria de mim. Levando em conta o ambiente, imaginei se a comida não viria viva pra mesa, o que explicaria a necessidade de tamanha faca.

Exagerada é a melhor palavra que descreve o prato de comida que a garçonete colocou na minha frente, ou melhor, os dois. Eu fiz um pedido individual, um dos poucos vegetarianos do menu, e eu recebi a feliz surpresa: dois pratos, de aproximadamente 40 cm de comprimento cada. Comi um e nem toquei no outro claro.


Como um prato de 40cm, mesmo sendo a metade da minha comida, não é pouco, eu foi dormir.
Quando eu vou conhecer o pai do meu namorido*, ele nos leva finalmente pra dar uma passeada por Dallas: nem uma única pessoa andando a pé, tudo espaçado, tão longe(pior que Brasília) que todo mundo tem carro, nada “aqui perto” é a menos de meia hora, todos os lugares que paramos pra comer nos seis dias em Dallas, tinha uma fila de espera de pelo menos 30 minutos, e por ai vai… mas voltando ao tour,… fomos ver os famosos longhorns, os bois de chifre comprido que são o símbolo de Dallas cowboys, o time de football Americano de Dallas, que é o orgulho local. Eu disparei na gargalhada e comentei que no Texas os até os “chifres” tinham que ser maiores, mas o silêncio acompanhou minha observação…Aparentemente, a história do “chifre” ser sinônimo de traição tem origem Latina, e ninguém entendeu minha piada. Considerando que os pais do meu namorido*acabavam de se separar por causa de uma terceira pessoa, achei melhor fechar a boca em vez de explicar as diferenças culturais.

Depois dessa gafe, eu ainda vi algumas coisas exageradas na terras dos cowboys, mas essas eu deixo a encargo das fotos, por que essa história já tá pra lá de grande, mesma pra uma história sobre o Texas.

Greve!!!!!!!!!!!!!!!!!


Quando a gente ouve a palavra greve no Brasil, a gente pensa: “ De novo?” Aqui em NYC é uma coisa de outro mundo.
Na segunda-feira eu foi pro trabalho, enquanto tomava minha sopa de abóbora e separava as contas das mesas que eu tinha atendido durante a noite, liguei pro meu namorido* motivada pelos rumores de que uma greve no sistema público de transporte de NYC iria entrar em vigor a meia noite. Então, já passava da meia noite e pela janela do Café eu podia ver que os ônibus ainda estavam passando. Meu namorido* disse que os funcionários haviam negado a última proposta de negociação e que apenas acertavam os detalhes antes de anunciar a greve.
Como estava na rua 83 no lado oeste de Manhattan, e teria que andar a pé até algumas ruas depois da rua 1 no lado leste da ilha em caso de greve, engoli minha sopa e corri pra estação de metrô o mais rápido possível. Chegando lá, em menos de cinco minutos, meu trem passou… ufa!
Chegando em casa eu olhei o site do NY times pra ver a quantas andava a situação, por que , em caso de greve, eu não teria aula. Nada novo…dormi com o alarme programado pro horário de sempre. Acordei depois das minhas usuais 4 horas diárias de sono, obviamente cansada. Tentei ler o site do NY times, mas meus olhos ainda não tinham sido avisados de que eu tinha acordado, então eu pedi desculpas ao namorido*, que ainda dormia, e liguei a TV. Um repórter estava nas ruas, eram 7 da manhã, a temperatura era de menos 12 graus C: “ Cidadãos andam desesperados batendo nas janelas dos táxis, que por causa da greve, são obrigados a transportar 4 passageiros por vez, implorando pra serem levados pro trabalho”, depois disso eles mostraram a ponte que liga Manhattan ao Brooklyn, que estava lotada de gente indo a pé trabalhar nesse frio da desgraça com um vento que faz o olho da gente lacrimejar o tempo todo.
Sete milhões de pessoas usam o metrô todo dia em NYC, e de repente toda essa gente fica sem metrô ou ônibus, na semana do Natal, quando a cidade está cheia de turistas e todo mundo está fazendo compras…
Nessa hora, eu pensei no que eu estaria pensando sobre isso se eu estivesse no Brasil e não aqui. Provavelmente: “Vão caminhar seu bando de gordo!” Bem, como eu estou aqui eu penso : “Eu, dar o ar da graça pelas ruas de Manhattan nesse frio? Nem morta santa…”

terça-feira, dezembro 13, 2005

Cangaceira sim meu filho...



Crise de identidade…
Minha amiga foi embora e me escreveu. Disse que está meio sem rumo, sem lugar, que foi, mas ainda está aqui, ou algo do gênero…
O que eu posso dizer? Eu sei exatamente como ela se sente. Achou a resposta batida? Conversando comigo você pode facilmente perceber que eu tenho um sério problema de fixação de residência ( o que não deixa de ser irônico para alguém que esta entrando em um processo que solicitação de residência permanente para os EUA).
Meu sotaque original de fábrica é o de piauiense, e ele costumava ser bastante carregado até os 16 anos de idade, quando eu me mudei pra Belo Horizonte. Ouvindo a mesma pergunta toda vez que eu abria a boca: “Donde cê é?” eu respondia que era do Piauí, a reação era imediata: “ Ocê? Branquela desse jeito? Mas não é mesmo…” Até eles acreditarem era uma novela. Isso me deixava injuriada as vezes, parecia que me desligava de casa, acabava com as minhas referências…
Bem, lá pela metade desses 6 anos, eu adquiri um Segundo sotaque: o de mineira, que era como eu era reconhecida em qualquer lugar que não fosse Minas Gerais! Eu voltava pra Teresina e ouvia dos meus amigos brincarem: “Nosenhora, sô, traz um pão de queijo pressa menina que se não o trêm vai isquentá!” Uma vez , passando o Reveilon no Rio com minha prima mineira que morava a um ano em São Paulo, um taxista perguntou se a gente era mineira, por que, segundo ele, o seu sotaque da minha prima (mineira legítima), ainda é mais ou menos, mas o meu era muito carregado!
Então, aos 22 anos de idade eu tinha sotaque de piauiense em Minas, e de mineira no resto do Brasil. Foi quando mudei pro Rio, onde inicialmente todos achavam que eu era mineira na primeira frase, inclusive eu! Fora da influência do sotaque mineiro, meu sotaque de piauiense foi reaparecendo, mas algo sombrio aconteceu…enquanto eu tinha aulas de fono pra perder a mineirisse e o tempero nordestino, eu fui pegando sotaque de carioca! E ai meus amigos mineiros falavam: “Não, cê jura quocê é carioca, né ?!”
Ai ao 23, eu tinha sotaque de mineira, em todos os lugares menos Minas, sotaque de carioca em Minas, sotaque de piauiense dependendo do meu humor ( por que quando eu fico brava, baixa a cangaceira em mim, que você jura que eu nunca sai do Piauí), e confusão mental em Teresina, por que ninguém entendia mais nada por lá.
Pois bem, lá vai a Piauí pra NYC! Em um lugar onde minhas melhores amigas se chamam :Sui An, Tei An e Quen Uan você pode imaginar o balaio de gato que é esse lugar e a bagunça de sotaques que imperam por aqui. Eles são muitos: asiáticos, latinos, árabes, europeus…e mais uma vez eu sou reconhecida pelo meu sotaque.
Eu, garçonete, de tanto ouvir a mesma pergunta, reconheço agora a questão pela expressão facial das pessoas: “Posso te perguntar uma coisa, e esse sotaque, é de onde?” Quando eu estou de bom humor eu pergunto de onde eles acham que eu sou, e lá vai: inglesa, russa, eslovena, croata, irlandesa, sul americana, são maioria nos chutes, mas as vezes eu ouço, espanhola ou francesa. Os poucos que acertam que eu sou brasileira, eram brasileiro, moraram no Brasil,ou tinham amigos brasileiros…
Bem, o fato é que agora eu não tenho que me preocupar com meu sotaque piauiense –
mineiro - carioca, por que, ao som de qualquer palavrinha descompromissada, meu namorido* rola de rir do meu sotaque, e não tem santo no mundo que me faça pelo menos saber do que é que ele está rindo…

Termômetro culinário...




Por que homens são chefs e mulheres cozinheiras
( Por que a gente não tem saco pra isso)
( Escrito domingo )


Então, hoje é domingo, o natal tá chegando e meu “com sorte” resolveu cozinhar! Bem, não qualquer coisa, ele queria cozinhar toffee!
Ontem à noite, quando eu cheguei do café onde eu trabalho, as 5:00 AM, eu vi um monte de coisas na cozinha. Uma barra de chocolate, um saco de nozes, e um termômentro de cozinha?! Eu estava muito cansada, por isso dormi, sem especular muito sobre o tal apetrecho. Na manhã seguinte, acordei e o entusiasmo do meu namorido* fazia meu cansaço pelo dia anterior parecer ainda pior diante de tanta energia. Tudo isso tinha uma explicação: a gente ia fazer toffee!
Tá bom! Mas o que vem a ser isso? Você se pergunta. Vou ter que admitir que eu fiquei cozinhando um bom tempo até entender o que ia virar a tal gororoba que eu mexia naquela panela.
Extremamente equipado, com seu temômetro de panela, e seus copinhos de medida, sem os quais ele não faz nada na cozinha, o namorido* pediu minha surpevisão culinária.

* 2 xícaras de açúcar- e ele tira os seus copinhos de medida e faz a maior bagunça ao tentar nivelar perfeitamente o açúcar no topo do copo com a ajuda de uma faca.
* 2 xícaras de nozes torradas e moídas- e ele me faz separar exatamente a medida de uma xícara em uma vasilha e uma em outra, outra vez com seu copinhos de medida exatas!
* 3 colheres de sopa de mel Karo - esse ele usou os copinhos de medida, separou em uma vasilha e na hora de por na panela ficou segurando por uns cinco minutos tentando derramar até a última gota.
* Chocolate também teve que ser separado irmamente em duas partes iguais.

Colocamos a gororoba na panela pra cozinhar e lá vem o namorido* com o termômetro dele. Crava aquele troço na nossa modesta panela o que faz o cenário no mínimo inusitado. Lá estava o pobre do termômetro completamente desenturmado do resto dos apetrechos culinários. Parecia uma madame tentando se equilibrar no salto enquanto andava num chão batido de terra.
Bem, a função deste trambolho, o termômetro culinário, era nos avisar quando a gororoba tivesse atingido a temperatura de 300 graus F. Neste ponto eu tenho que adimitir, se não fosse o termômetro…a desgrama do negócio cozinhou por mais de 40 minutos , enquanto eu e o chef namorido* pratricamente chocávamos a panela, cozinhando a cara no vapor quente da panela tentando ver a temperatura. Se eu fosso a chef, tinha arruinado tudo tirando do fogo com 20 minutos no máximo!
“Atingidos finalmente os 300 graus F, despejamos o troço em uma forma coberta com papel vegetal”- chef namorido* diz. Eu como humilde supervisora respondo: “Você comprou papel vegetal ?” E lá se vai chef Namorido*, correndo derrapando no chão congelado de NYC, sair do aconchego quentinho do lar pra comprar papel vegetal.
Quando Chef voltou eu já estava mais que atrasada pra ir trabalhar: calcei minha meia kendel, minhas duas meias calças, uma meia soquete e finalmente minha calça, que vem sendo abotoada com alfinete a dois meses por que eu perdi os botões e não crio vergonha para consertar. Mais duas blusas, um casaco de lã, meu sobretudo e agora sim, lá vou eu trabalhar.
Ansiosa pra saber o que tinha acontecido com o resto do toffee, eu servia as mesas no restaurante onde trabalho, quando senti meu celular vibrar no bolso. Era uma mensagem: “ O toffee está uma delícia!”
Sai do traballho a 1:30 am e estava tão ansiosa pra provar a experiência do chef namorido, que em vez de pegar o metrô e um táxi, como de costume, entrei direto no primeiro táxi que eu encontrei. Cheguei em casa e corri pra cozinha (hahah como se eu tivesse uma!) e lá estava o dito cujo: toffee! Então, você é o tal! Dei uma dentada e… não é que o namorido* tava certo! “ O toffee estava uma delícia!”

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Eu amo meu namorido*...




Então meu namorido* disse que todos meus amigos iam achar que ele era um cafajeste depois de lerem minha página de abertura. Para esclarecer, vai uma fotinha que mostra como eu amo meu namorido* e uma observação: eu sou carne de pescoço!

conversa de avião...

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Primeira coisa...

Ai, ai, dia perfeito pra iniciar um trabalho como esses: gripada, matei aula pelo segundo dia consecutivo. Fora do meu apartamento a temperatura é de -3 graus, o que me desanima completamente de por meu nariz ao relento.
Mas a questão é que eu mal comecei essa história de blog e já tô puta...
Falando pro meu ilustríssimo namorido*(namorado/marido... depois eu me explico) que eu estava criando um blog a pedidos de minha prima que eu não vejo há anos, eu descubro que o dito cujo possui um! Com assim, descobre? Você tem um namorido*, divide com ele o mesmo teto a (junho, julho, agosto,...) seis meses!... E só agora descobre que ele tem um blog!
Meu senso de auto crítica esperneou dizendo:" Não é você que presa pela preservação da individualidade no relacionamento? " Em vão... abafada por minha ciumenta curiosidade fui investigar suas intimidades, claro, previamente autorizada pelo envio do respectivo link pro meu e mail!
Estrategicamente batizado de Contos Imaginánios, o que o isenta automaticamente de qualquer responsabilidade por atos relatados, o blog fala de suas viagem enquanto trabalhava em Atlanta e só voltava pra NYC nos fins de semana.
Enquanto meus olhos entediados e gripados percorriam os relatos sobre mudanças nos seus projetos e sobre vôos atrasados, minhas feições se desfiguraram diante das palavras que quase me passaram desapercebidas pela superficialidade de leitura que as devotava: “exótica garota” ! "What fuck is this? Porra!" (Adoro quando meus palavrões se misturam as bad words!)
Bem, ele fala de como ele sempre se preparava pro vôo esperando que ao lado dele se sentasse uma "exótica garota",... bla, bla, bla,... e ela leu o mesmo livro que você está lendo,... ble, ble, ble, ....ela vai visitar as amigas...bli,bli,bli...por que o namorado chifrou ela...blo,blo,blo,...ela lia uma revista enquanto ele, sem se concentrar lia repetidas vezes as mesmas três palavras,... blu,blu,blu... ela sorria sobre a revista e parecia linda fazendo isso! Ah não! Ai já é demais! Se minhas amigas de infância estão lendo isso, elas dividem agora a minha indignação e amaldiçoam o infeliz do meu namorido*!
Movida pela raiva, eu pensei em esmurrar a mesa, mas antes que o fizesse, me lembrei de que a mesa, que é fixada na parede, havia se desprendido da mesma e sido consertada por meu namorido*dias antes. Sendo assim, fiquei com medo de derrubar o compudator dele no chão, e quebrar, uma vez que se trata de um lap top da Apple, e a lisa aqui nunca teria como pagar. Ai você se pergunta: “Que idiota é essa que descobre que o namorido* esteve flertando com outra mulher e ainda se preocupa se vai ou não quebrar o computador do cara?” E eu te respondo: “Pra você ver como meu senso de pobreza é poderoso!”
Acalmada pelo outro senso, o de auto crítica que emergiu das profundezas de onde eu o havia enterrado, eviei uma mensagem que dizia apenas: “a linda garota com que você sempre sonha quando tem que voar…”
De sobrancelhas franzidas e sacodindo meu pé enraivecidamente aguardei a resposta esbravejando: “ Contos imaginários, sei…”
A resposta foi rápida: “ Isso faz parte do meu livro, que eu escrevi dois anos atrás, só achei que seria um bom começo pra um site dedicado a consultores que voam duas vezes por semana.”
Hamm… ele já havia me contado sobre o tal livro que não terminou…hemm… contava a história de um cara que não destinguia realidade de sonho… himm… voltei ao blog pra reler o texto…homm… um último e inesperado parágrafo havia passado desapercebido…humm… ele terminava dizendo que na verdade, quem sempre acaba sentando do seu lado, são homens que deveriam comprar duas passagens, uma vez que ocupam um assento e meio, e sempre enterram o cotovelo na sua cara pra ler o jornal… faz sentido…
Claro que eu não torci o braço assim tal fácil, e por isso recebi castigo divino e instantâneo. Enquanto eu escrevia meu argumento, eu derrubei todo meu almoço no chão! Castigo? Agora além de gripada e entediada eu ia ficar com fome!

* Bem, esclarecendo a questão namorido:
Namorido foi a melhor palavra encontrada pra descrever uma pessoa que é casada oficialmente, que vive com sua esposa, que é fiel (pelo menos é o que ele diz), mas que psicologicamente não se sente casado. Achou confuso? Então somos dois!
O feminino de namorido é…, nenhum, por que o gen que causa esse confusão mental se encontra no cromossomo Y!